Impasses e Reinvenções na Clínica Psicanalítica

Edilnete Siqueira
Círculo Psicanalítico de Pernambuco

“Compreender é uma maneira de se reconciliar com o tempo
– não de se resignar ao que é, mas de tornar-se capaz de
acolher o que advém.”

Hannah Arendt

O que proponho apresentar neste trabalho é uma nova leitura do conceito de “acting-out” da técnica psicanalítica, procurando descolá-lo do seu sentido original e tentar compreendê-lo de outro modo. Para facilitar a minha apresentação, utilizarei algumas sessões de uma antiga analisanda, a fim de ilustrar meus comentários sobre como tentei compreender, apoiada em Winnicott, o impasse inesperado que ocorreu, não o considerando como impeditivo do prosseguimento da análise, mas sim, reconstruindo-o, afim de que ele pudesse ser pensado, também, como ponto de partida para a elaboração da criatividade.

Outro aspecto que pretendo enfatizar diz respeito ao conceito winnicottiano sobre a capacidade de estar só , considerado como um dos sinais mais importantes da maturidade do desenvolvimento afetivo do sujeito. Mais adiante veremos como o conteúdo deste conceito foi igualmente de muito valor para a compreensão da análise em questão.

Gostaria de lembrar que não irei analisar os conteúdos das sessões, pois, não é isto o que me proponho neste trabalho. Pensar sobre estes impasses surgidos no trabalho clínico diário, tentar elaborá-los, compreendendo a mensagem que se insere nos meandros dos discursos que se escuta dos clientes, isto já me faria presumir ser um apelo à criatividade.

Procurou-me para análise, Rosália, uma jovem senhora, com instrução de nível superior, casada, com cinco filhos. Mais ou menos no quarto ano de análise, momentos de intensa angústia e raiva de mim foram os seus afetos dominantes, justo quando descobria o que sentia ao se aproximar de pessoas do sexo feminino. Seus afetos revelavam uma raiva inexplicável, mas, intensamente sentida. Infindáveis eram as críticas a mim e ao processo analítico, acusando-me, também, de não lhe dar acolhimento.

O surgimento de dificuldades em seus horários, pois assumira novos compromissos sem ter falado sobre eles em análise, vieram se associar para aumentar o que sentia a meu respeito. Exigiu que modificasse as suas horas de atendimento. Como não me foi possível atendê-la, Rosália, cada vez mais angustiada, começou a faltar ao trabalho e, conseqüentemente, a suspeitar que não seria mais aceita de volta, o que não aconteceu. Iniciou a mesma atitude em relação à sua análise, com um grande número de ausências às suas sessões.

Confesso que fiquei preocupada, avaliando o que deveria fazer, pois, as minhas colocações durante este período não haviam surtido efeito, aparentemente. Após alguns dias, Rosália reapareceu dizendo-me que “não viera porque quisera se dar um tempo, umas férias” . Justificava-se dizendo que “análise não tem tempo, é um movimento de descoberta. Sentia como se fosse uma passagem e entrando num outro momento, o de não fazer. Eu não estou atrelada a nada” , disse-me, como se estivesse experimentando uma sensação de liberdade, em que escolhia e definia. “Pensava que tudo era para ser dito em análise, mas não é , continuou. Ainda aprisionada pela compreensão existente do que é atuação, indaguei a Rosália sobre o porque de ter agido, em vez de ter vindo falar, na sessão; ela respondeu:“assim, é uma sensação de liberdade; o vir aqui é uma obediência a uma norma estabelecida” .

Após esta sessão, ainda faltou mais cinco vezes e regressou comentando que isto fora necessário. “A distância serve para muita coisa. Precisava ficar só para pensar; falar aqui não era a mesma coisa” .

Continuei a refletir sobre o que significava esta atitude de Rosália, além do que poderia ser considerado como resistência ou atuação. Algo me fazia pensar que ela teria necessidade de viver esta separação e experimentar fora do “setting” a descarga de afetos que surgiam tão fortes, que amedrontavam o encontrar-se comigo. Pelo que me foi dito ao regressar sei que ela elaborou muita coisa, em casa.

Durante sua ausência, questionava-me se deveria lhe telefonar indagando sobre as suas faltas, ou esperar pela sua decisão em voltar. Cobrar-lhe a ausência, tendo em vista a sua história, não seria um bom procedimento. Optei por não fazê-lo, coerente com os meus sentimentos e compreensões do que estava se passando. Para mim, Rosália vivia momentos importantes e eu deveria ocupar o lugar da analista/mãe suficientemente boa, pois, em suas lembranças a imagem que guardava de sua mãe não era agradável. Rosália sempre afirmou que ela era absorvente e invasiva. Em meus questionamentos continuei a refletir se não teria sido válida a elaboração solitária que ela fizera. Cheguei mesmo a me perguntar se seria necessário que um analisando expressasse todos os seus sentimentos ao seu analista, para que algo novo lhe surgisse.

Ao regressar, Rosália verbalizou o significado que a análise tinha para ela. Com a ausência, pôde sentir a perda. “Parar e retornar é uma perda, mas é também um ganho. Não sei se entenderia de outra forma” , disse-me, acrescentando que a situação analítica mudara. Naquele momento do retorno, sentia-se como se tivesse ficado mais forte, como se estivesse acalentada, abraçada. Na cena analítica, naquele momento de volta, sentia o bem que o ambiente lhe fazia, o quanto tinha de riqueza e o quanto era necessário falar e desvendar. Como era bom saber que eu estava aguardando a sua volta.

Algum tempo depois, seus filhos se ausentaram por algumas semanas. Ela curtiu os momentos de ausência comentando que estar só não é solidão, é independência.

Este trecho de análise serve para expressar meu pensamento otimista sobre a atuação, sobre o aspecto construtivo do impasse e do quanto se pode compreender sobre a dificuldade momentânea de um analisando que, apesar de ter fugido da cena analítica, conseguiu voltar, por compreender o quanto ela era de fato acolhedora e receptiva, sem ser aprisionante.

Falar sobre os impasses na clínica psicanalítica poderia nos fazer supor que existiria um modelo de funcionamento da sua técnica. O surgimento do impasse é, assim, conseqüência de algo que dificulta ou impede que o encontro analisando/analista ocorra nas águas tranqüilas do movimento existente, em conformidade com as regras técnicas deste modelo concebido.

Porém, não é bem assim que as coisas acontecem, uma vez que a verdade do eu do analisando oferece uma enorme resistência durante o processo da análise. Desde que se constate que, num determinado momento, alguma coisa perturba a serenidade deste trabalho, isto só ajudaria a evidenciar que o inconsciente, com toda a sua força brutal, quando necessita emergir e se fazer representar para o analisando, o faz tentando quebrar as sólidas barreiras defensivas, até então mantidas a serviço de uma homeostase necessária para que o sujeito não naufrague no turbilhão dos seus afetos.

Se isto ocorre, a situação na análise pode se tornar de tal modo dolorosa, passando a ficar incompreensível para ambos e a cena analítica pode se tumultuar. Momentos de intensa angústia vividos transferencialmente levam o analisando a não se sentir compreendido em suas necessidades e daí o andamento do processo ser paralisado. Este impasse precisará ser compreendido como um momento difícil para o analisando expressar através da fala, sua angústia e seus conflitos. Deste modo, será possível resgatar um afeto que até então não foi possível emergir ou, não o foi numa ocasião favorável, provocando um mau entendimento entre analista e analisando.

Só para ilustrar, retornando um pouco na história da Psicanálise, lembrarei que quando Freud percebeu a existência de sentimentos embaraçosos em relação à sua cliente Dora, sentimentos estes que, posteriormente, passariam a ser denominados de contratransferência, não lhe foi possível entendê-los, o que o levou a considerá-los como uma dificuldade, um impedimento ao bom prosseguimento do trabalho vivido no “setting”. Hoje se vive numa época diferente daquela de Freud, mas, é necessário que, partindo dos seus ensinamentos, se possa prosseguir construindo, senão novos conceitos, ao menos novas idéias e algumas alterações técnicas que, sem dúvida, contribuirão para o enriquecimento da sua teoria. Concordo com Gurfinkel, D. quando ele diz “talvez em psicanálise, não se trate de “superar” teorias mas sim de ampliar continuamente o campo de investigação, enriquecendo-o com novas noções que equivalem a um ponto de vista diferente, um novo ângulo de observação sobre o objeto”. Considero que se deve utilizar a inventividade e a inteligência para criar e inovar também na situação psicanalítica, sobretudo considerando-se as mudanças e as tantas modificações surgidas na contemporaneidade.

É bom lembrar que, na atualidade, a psicanálise vive um momento crítico e está sendo questionada por alguns. O mundo globalizado tal qual se vive hoje resiste à psicanálise, seja em sua prática ou sua técnica e até mesmo, segundo Birmann, “deslocando para a periferia do campo teórico do psiquismo as teorias psicanalíticas”·. Daí a importância de se considerar que ela não pode silenciar. Sem se engajar nos questionamentos maiores do seu tempo, ela será ultrapassada ou permanecerá enraizada numa época que foi aquela do seu nascimento. Vale afirmar que não se trata de propor um desuso dos textos freudianos, mas sim uma releitura destes textos. Como dizia Foucault, citado por Birmann “teorizar é sempre pensar na atualidade”. O analista deve preservar a liberdade para pensar o lugar da psicanálise nos tempos de hoje, mas vale lembrar que, quaisquer modificações dos textos freudianos que possam vir a acontecer devem estar ancoradas em suportes teóricos fundamentados. Winnicott ocupa um lugar particular no meio do movimento analítico e em entre as minhas leituras, tanto pela sua criatividade, quanto por ter evitado todo dogmatismo. “Seu pensamento rico e original, dá freqüentemente a impressão de um alento de ar fresco no domínio onde a prática clínica particular nos fez perder de vista a realidade cotidiana da vida”.· Procurei encontrar no seu trabalho, algumas referências teóricas, que me dessem o embasamento que necessitava, para as minhas afirmações. Usarei alguns dos conceitos deste autor para, analogamente, tentar colocá-los como facilitadores na compreensão do que se passa na situação analítica que, como já foi dito, apesar de ser geradora de impasses, é, igualmente, a que viabiliza as demandas da criatividade.

Teórico da área transicional e do espaço potencial, conceitos de grande importância em seus textos, Winnicott alterou as idéias recebidas com a sua célebre fórmula, segundo a qual a criança para bem se desenvolver em seus primeiros momentos de vida necessita, apenas, de uma mãe suficientemente boa. Esta díade mãe/bebê será uma unidade essencial para a construção da vida psíquica do ser humano. A mãe terá a grande responsabilidade de oferecer a proteção ambiental, sabendo que as falhas que, porventura vierem a acontecer, serão inevitáveis; elas poderão prejudicar enormemente a construção do psiquismo da sua criança, mas também possibilitarão que a ela se adapte ao suportá-las. Winnicott chamou estes cuidados de preocupação materna primária.

A criança passa por uma experiência traumática de intrusão ou invasão. Esta intrusão é necessária por preparar o bebê para ir se adaptando ao meio ambiente, satisfazendo às suas necessidades. Se há invasão há também a necessidade de reagir, pois o significativo é a reação a ela. Relembro Rosália ao viver como invasão os momentos difíceis e necessários para a sua reconstrução

A mãe vai apresentando os objetos ao bebê permitindo que se crie um espaço necessário para que possa percorrer um caminho da subjetividade à objetividade. Inaugura-se, assim a área de ilusão em que se sobrepõem o que a mãe oferece e o que a criança pode perceber. Esta área de ilusão ou espaço transicional será de suma importância para a criação dos objetos transicionais. A criança se relaciona com os objetos que são reais e concretos, de modo altamente subjetivo, embora não se possa, ainda, chamá-los de objetos internos. Tudo ocorre numa zona intermediária entre a realidade psíquica e a realidade externa, entre o eu e o não-eu, articulando a presença e ausência maternas. Os momentos fecundos vividos por Rosália quando voltou à análise foram compreendidos por mim como expressivos deste período.

Esta realidade externa, segundo Costa, J.F “é o que resiste à destruição, à ação do sujeito sobre o objeto. É isto que dá consistência ao ser. A partir deste investimento à realidade externa, surgirá a criatividade do ser humano. E a ação, para Winnicott, é o princípio de subjetivação”. Resumindo, a criatividade humana e toda a experiência cultural se iniciam na relação do bebê com a mãe.

Baseada neste suporte teórico procuro estabelecer uma analogia entre o espaço transicional e o espaço analítico. Do mesmo modo que o bebê precisa de um meio ambiente para se constituir, o analisando necessitará de um novo meio ambiente, o analítico, que funciona como o espaço potencial onde acontecem as comunicações significativas e, na transferência, se elaboram os conflitos e se reconstroem os traços de sua personalidade, até então difíceis de serem verbalizados.

Assim, como faz a mãe apresentando os objetos ao seu bebê, também o mesmo fará o analista apresentando ao seu analisando os conteúdos do seu inconsciente, de uma maneira que ele possa assimilá-los sem traumas. Do mesmo modo, como na relação com a mãe, o bebê pode construir a sua vida psíquica, também no enquadre analítico serão propiciados ao analisando os meios para que este mesmo processo seja viabilizado, no encontro com o seu analista, seja através das suas interpretações ou pontuações. Gurfinkel, D. refere que “é a partir deste novo referencial – terceira área, terceiro passo da história conceitual da psicanálise, conforme ele nos dá a entender – que o material clínico será trabalhado”.

Retomo a vinheta clínica, relembrando a impossibilidade de Rosália em falar sobre os seus afetos, só o conseguindo quando, após ter vivido um impasse que quase inviabilizou o seu processo, agiu se refugiando para, só depois, sentir o ambiente analítico como um espaço de confiança e acolhedor. Então, ela pode falar sobre si, sem sentir as fantasias imaginárias cheias de reprimendas que tanto a sufocaram no passado. Creio que, a partir de então, Rosália pode construir criativamente uma nova história.

Gostaria de salientar que se eu estivesse permanecido presa ao conceito de “acting-out”, talvez tivesse perdido a chance de vê-la refazer a sua história. O fato de ter desconstruído o conceito de atuação, não o considerando como impossibilidade e sim como uma expressão de uma resistência, possível de ser trabalhada creio que muito facilitou.

O psicanalista Ab'Saber diz que “o que está em jogo é a possibilidade de que a análise possa proporcionar ao analisando a experiência de criar algo que lhe seja de importância, e que esta criação possa ser compartilhada e vivida pelo analista como criação também sua. É a criação de um objeto entre a dupla analítica, que serve de comunicação e de apresentação dos selves então superpostos, zona de ilusão que faz coincidir duas capacidades de brincar, que então, no objeto compartilhado, são a mesma. O analista necessita tanto desse tipo de experiência quanto o analisando”.

É extremamente relevante a atenção do analista. Sua habilidade específica para perceber o que se passa consigo e compreender o que está acontecendo no “setting', é de grande importância. Para outro psicanalista, Safra G. “todo o trabalho realizado fora do espaço potencial é doutrinário, pois, submete o paciente à teoria adotada pelo analista”.

Do mesmo modo que a mãe e seu bebê, cabe ao analista estar disponível para o seu analisando, consentindo que lhe aconteça o mesmo, para que ele, igualmente, possa criar o seu espaço de ilusão, permitindo que ele o use, segundo a sua criatividade e subjetividade. O cliente terá oportunidade de criar os seus objetos subjetivos em análise, expressando a sua criatividade, de acordo com as suas necessidades.

Reafirmo, pois, que a ação de Rosália, quando se ausentou por algum tempo da análise, foi compreendida por mim, não como atuação no sentido de “acting-out”, mas como expressão da sua ação no mundo, no sentido winnicottiano. Sabemos que para o desenvolvimento do bebê, a ação do meio (em geral a família) é considerada decisiva. Algumas condições externas são necessárias e facilitadoras do amadurecimento do indivíduo. É preciso notar, entretanto, que a “ação” desse meio, capaz de possibilitar a integração, é muito mais uma “não-ação”, que um ato ativo no sentido habilidoso e pragmático. Ao contrário, a “ação” ativa por parte do meio destrói o processo de integração, impede-o ou provoca nele distorções dificilmente reparáveis a posteriori”, segundo comenta o psicanalista Bogomoletz, D. Por isto, creio que teria havido um outro desenrolar do processo, caso eu tivesse interferido por ocasião da sua ausência. Acreditei que a ação através da qual a analisanda se expressava fora extremamente construtiva para o resgate de seu conflito interno. Quando Rosália disse que curtira os momentos da ausência de seus filhos em férias e comentou que estar só não é solidão, é independência, novamente me lembrei de Winnicott, em seu texto sobre a Capacidade de estar só , quando ele diz que a segurança que a criança tem na mãe faz com que lhe seja possível estar só e gostar de estar só por um tempo limitado. Esta necessidade de isolamento, como a que sentiu Rosália é saudável, sobretudo, quando articulada com uma experiência bem sucedida de comunicação. Na análise, isto pode ser observado não só em situações como a que ocorreu com Rosália, mas, também em alguns momentos de silêncio ou até mesmo numa sessão toda silenciosa. Este silêncio não pode ser compreendido como uma resistência, mas, sim como uma manifestação de uma conquista para o analisando, que pode estar vivendo pela primeira vez, sua capacidade de estar só. É bom lembrar que este estar só não é o sentimento de solidão de alguém, por ex., que está preso; ele é o sentimento elaborado, surgido no sujeito depois de estabelecida a aceitação da triangulação edipiana.

Finalizando, reafirmo que a análise deve ser sentida como um espaço transicional, acolhedor, o que possibilitou a Rosália ter me usado como objeto subjetivo que, posteriormente, foi destituído desta ilusão, permitindo-lhe criar e restaurar novos aspectos e nova linguagem para a sua história. Sentindo-me agir diferentemente de sua mãe, ela pode vivenciar o que, depois, definiu como ter ficado com a sensação de mais acolhimento. Considero que a análise possibilita ao sujeito romper com as suas fixações, superando os recalques, o que lhe permitirá a reconstrução de uma nova história, recolocando o analisando diante da possibilidade de desejar de forma diferente e criativa. Desconstruindo, o sujeito poderá vir a construir.

Tentei estabelecer uma analogia entre o espaço transicional e o espaço analítico na crença de que as reinvenções do ser humano poderiam aí encontrar o seu momento criador para que, de fato, outra vida pudesse emergir. Sendo assim, faço minhas as palavras da poetisa Cecília Meireles quando, referindo-se ao viver, diz que

                     “A vida só é possível reinventada”.

Notas

1- Edilnete Sampaio de Siqueira. Psicanalista do Círculo Psicanalítico de Pernambuco (CPP). Trabalho apresentado na Jornada do CPP, Recife, em 08/10-11-2002.
2- Gurfinkel, D -Do sonho ao trauma, psicossoma e adições-Casa do Psicólogo,São Paulo-2001-pg.70.
3- Notas baseadas no texto de Schilithz: Os estados da alma na psicanálise. Disponível em http://www.zemoleza.com.br/trabalho.asp?cod=2260. Acesso em 08-08-2002
4- Birmann, J.-Entre cuidado e saber de si. Sobre Foucault e a psicanálise-Relume Dumará-Rio de Janeiro-2000-pg. 75
5- Trechos de texto disponível em http://pages.globetrotter.net/desgros/winni/index.html, acesso em 07 jul 2002
6- Costa, Jurandir, F. -Conferência pronunciada no Encontro Psicanalítico do CPPL, em17/05/2002, em Recife.
7- Gurfinkel, D. -obra já citada-pg.100.
8- Ab'Saber, T. A. M. - Winnicott, seu Freud e a Psicanálise- Disponível em http://www.uol.com.br/percurso/main/pcs19/artigo-1957.htm
9- Safra, G.:A clinica em Winnicott, in Natureza Humana-Ver.Internacional de Filosofia e práticas psicoterápicas-vol. 1, nº1-1999-pg.91-EDUC-São Paulo
10 - "Bogomoletz, D:trecho da dissertação de mestrado "Morte e Ressurreição do Eu e do Outro" - Especificidade da psicanálise winnicottiana. Disponível em: http://www.dwwinnicott.com/diferen.htm. Acesso em 08 jul. 2002
11- Winnicott, D.D. -De la pédiatrie à la psychanalyse-Payot-Paris-1069-pg. 210